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Circulação Porto-Lisboa condicionada, mas com alternativas

Дата публикации: 13-02-2026 23:19:06

A1 está cortada na zona de Coimbra devido a uma derrocada e força alteração de percursos nos transportes. Brisa recomenda desvios pela A8, A17, A25 ou IC2.
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A1 está cortada na zona de Coimbra devido a uma derrocada e força alteração de percursos nos transportes. Brisa recomenda desvios pela A8, A17, A25 ou IC2.

Fluxo dos carros particulares é apontado como uma das principais razões para a acumulação de filas na entrada. Foto: Miguel Marques Ribeiro

Na sequência do rebentamento de um dique do rio Mondego, um troço da A1 colapsou na zona de Coimbra obrigando à interrupção da circulação numa das principais vias rodoviárias do país. O corte obriga os portugueses a procurarem opções alternativas para circular entre Porto e Lisboa. Com os serviços de longo curso suspensos na linha do Norte, o comboio deixou de ser uma opção, sendo os autocarros ou o transporte particular as únicas alternativas por terra.

Os condutores que partem do Porto podem entrar na A1 e sair no nó de Albergaria, seguindo depois pela A25 no sentido de Aveiro. O percurso continua pela A17 e, posteriormente, pela A18 em direção a Lisboa.

No sentido inverso, de Lisboa para o Porto, o percurso recomendado no site da Brisa, concessionária da via, passa pela entrada na A8, seguindo pela A17 no sentido de Leiria Sul. A viagem prossegue pela A25 em direção a Viseu, com entrada na A1 no nó de Albergaria, continuando depois pela A1 no sentido do Porto.

Comboios parados, camionetas a andar

Os serviços ferroviários de longo curso da linha do norte entre Porto e Lisboa, nomeadamente o Alfa Pendular e o Intercidades, foram suspensos “por razões de segurança” e “sem previsão de retoma”. No site, a CP indica que foi “devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra” o longo curso na Linha do Norte, no eixo Porto – Lisboa está parado. “Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa”, refere a empresa na última atualização publicada online. 

A rede nacional de autocarros expresso, Rede Expressos, informou através de uma nota que todos os serviços estão a ser assegurados com percursos pela A8. “Podem ocorrer alguns atrasos, mas a prioridade é garantir que os serviços são efetuados com segurança”, explica a empresa.

Outra alternativa são os autocarros da Flixbus. Ao JPN, a empresa garantiu que não tem havido “cancelamentos nas ligações entre Porto e Lisboa”, nem alterações nos tempos de viagem, mas confirmou que estão a ocorrer atrasos no percurso de Coimbra, entre 15 e 20 minutos.

A empresa informa no site que, em caso de cancelamento da viagem, os passageiros com bilhetes comprados têm a opção de reagendar a viagem ou pedir o reembolso da mesma. A Rede Expressos refere, também no seu site, que “devido ao mau tempo” e até 15 de fevereiro, é possível pedir o reembolso total da viagem até uma hora antes do embarque.

Como alternativa ao transporte rodoviário, há ainda os aviões. Fonte oficial da TAP assegurou à Agência Lusa que a transportadora aérea nacional ia reforçar “até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos”.

Restauro da A1 pode demorar “semanas”

Em comunicado, a Brisa explicou que a rotura da via na A1 resultou do rebentamento de um dique do Mondego, que provocou uma erosão no aterro junto ao viaduto C do Mondego. Segundo a concessionária, a rutura ocorreu devido a um caudal excecional de água, superior a 2.100 metros cúbicos por segundo.

Num comunicado enviado às redações, a empresa confirmou que estão “mais de 70 pessoas ” a trabalhar de forma contínua no local, mas que não há previsão para a reparação total da A1, a qual “previsivelmente”, pode demorar “algumas semanas”.

Na mesma nota, a empresa dá conta de que foram “depositados mais de oito mil e novecentas toneladas de material pétreo na infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul, de forma a estabilizar os solos sob a laje de transição”.

“O objetivo dos trabalhos nesta fase é garantir a estabilização do aterro junto ao encontro norte do Viaduto C do Mondego, na A1, tendo em vista suster a erosão e impedir novos danos nas duas faixas de rodagem”, lê-se.

As vias alternativas indicadas pela empresa são as já referidas: A8/A17/A25 ou o IC2.

 Editado por Inês Bulcão

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