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“Edifício-Ponte” em Campanhã é a novidade do projeto de execução do TGV no Porto

Дата публикации: 11-06-2026 22:39:52

O Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução do troço Porto (Campanhã) a Oiã está em consulta pública. Entre novidades, esclarece as alterações rejeitadas no Estudo Prévio.
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O Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução do troço Porto (Campanhã) a Oiã está em consulta pública. Entre novidades, esclarece as alterações rejeitadas no Estudo Prévio.

Imagem virtual da futura Estação de Campanhã. Imagem virtual retirada do Projeto de Execução

O projeto de execução da linha de alta velocidade que vai ligar o Porto a Lisboa, relativo ao troço Porto-Oiã, está disponível para consulta pública até 29 de junho. O projeto vem confirmar que a estação de Gaia fica em Santo Ovídio e que haverá uma única ponte rodoferroviária a ligar as duas margens do Douro. Uma das grandes novidades é a construção de um “Edifício-Ponte” intermodal na estação de Campanhã.

O edifício vai ser construído sobre as linhas férreas existentes e vai integrar galerias pedonais a Norte e a Sul, com ligação ao Metro e ao Terminal Intermodal de Campanhã. A estação terá um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 620 veículos e um novo edifício dedicado ao serviço de Alta Velocidade.

Para entrar em Campanhã, os comboios vão atravessar um novo viaduto com uma extensão de 690 metros. O documento agora em consulta pública garante que a construção desta nova infraestrutura não vai comprometer a operação ferroviária atual.

A chegada da alta velocidade vai implicar demolições de casas e negócios. A Rua da China, em Campanhã, e as travessas da Presa da Agra e do Freixo são exemplos das ruas que serão afetadas. No total, de acordo com a Lusa, o projeto prevê no, Porto, a demolição de 44 habitações, sete estabelecimentos de atividade económica e três edifícios de outras categorias.

Pedro Duarte responde às preocupações dos portuenses

Questionado sobre as preocupações dos moradores afetados pelas demolições, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, mostrou disponibilidade para colaborar com a população. “Quando tivermos de facto um projeto, a Câmara está disponível, evidentemente, para colaborar, mas é de facto para tentarmos junto da população afetada melhorar e atenuar qualquer problema”, afirmou, à margem de uma sessão de apresentação de uma intervenção de arte pública no Porto.

Acerca do plano de execução, o autarca afirma que a câmara não teve intervenção e apenas emitiu um parecer em relação ao documento.

Estação de Santo Ovídio menos profunda 

Tal como o vice-presidente de Infraestruturas de Portugal (IP) tinha garantido em abril no Parlamento, o projeto de execução volta à opção inicial que prevê que a construção da estação em Gaia seja em Santo Ovídio. O consórcio que venceu o concurso da concessão deste troço chegou a propor que a estação fosse em Vilar de Paraíso, mas recuou com o chumbo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A configuração da estação foi, no entanto, revista. A profundidade passa de 66 para 60 metros, alteração que, segundo o documento, facilitará a construção e a futura ligação ao Metro do Porto.

No plano do impacto que a obra vai ter ao nível do edificado, Santo Ovídio será a zona mais afetada em Gaia. No total nesta área vão ser afetadas, segundo a Lusa, 14 habitações, seis empresas e um edifício de outra tipologia não identificada.

Simulação 3d da estação de Santo Ovídio presente no projeto de execução

O projeto de execução confirma também que a nova ponte no Douro vai ter um duplo tabuleiro, o de cima destinado ao TGV e o de baixo aos automóveis. A proposta da construção de duas pontes, que resultaria da mudança da estação de Gaia para Vilar do Paraíso, foi chumbada pela APA, voltando ao plano inicial.

Este ano, está previsto que comecem as obras do primeiro troço, de Porto-Oiã. O prazo de conclusão está previsto para 2030. A meta traçada com o projeto de alta velocidade é que Porto e Lisboa fiquem a uma distância de 01h15. A totalidade da linha só deverá estar pronta em 2032.

Editado por Filipa Silva

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