A expulsão do embaixador argentino pelo Brasil domina o noticiário suíço sobre a América Latina. Os jornais também acompanham o início da campanha de Lula por um quarto mandato e o caso de um jovem jogador suíço-brasileiro investigado após um atropelamento fatal em São Paulo. É difícil separar política externa de política eleitoral quando os protagonistas já estão em campanha. Nesta semana, as páginas dos jornais suíços dedicadas ao Brasil mostram justamente como essas duas dimensões começam a se misturar. De um lado, Javier Milei voltou a atacar Lula e conseguiu levar a relação entre Brasil e Argentina a um nível de tensão que há pouco tempo parecia difícil de imaginar entre os dois maiores parceiros do Mercosul. Do outro, Lula oficializou sua candidatura a um quarto mandato e deixou claro que soberania nacional, Donald Trump, os Bolsonaro e até as terras raras brasileiras estarão no centro da disputa de outubro. E, longe da política, um nome que começava a despertar curiosidade ...
A relação entre Brasil e Argentina chegou a um dos momentos mais tensos dos últimos anos após novos ataques de Javier Milei contra Lula e a retirada dos embaixadores.
Keystone/Swissinfo
A expulsão do embaixador argentino pelo Brasil domina o noticiário suíço sobre a América Latina. Os jornais também acompanham o início da campanha de Lula por um quarto mandato e o caso de um jovem jogador suíço-brasileiro investigado após um atropelamento fatal em São Paulo.
Este conteúdo foi publicado em 07. agosto 2026 - 15:25
18 minutos
Sou responsável da distribuição e dos canais de mídia social da redação de língua portuguesa, produzo reportagens e conteúdo multimídia, além de adaptações em português. Suíço-brasileiro formado em jornalismo e comunicação social pela Universidade de Friburgo, Suíça. Ex-colaborador da antiga Rádio Suíça Internacional (RSI), que deu origem à SWI swissinfo.ch.
É difícil separar política externa de política eleitoral quando os protagonistas já estão em campanha. Nesta semana, as páginas dos jornais suíços dedicadas ao Brasil mostram justamente como essas duas dimensões começam a se misturar. De um lado, Javier Milei voltou a atacar Lula e conseguiu levar a relação entre Brasil e Argentina a um nível de tensão que há pouco tempo parecia difícil de imaginar entre os dois maiores parceiros do Mercosul. Do outro, Lula oficializou sua candidatura a um quarto mandato e deixou claro que soberania nacional, Donald Trump, os Bolsonaro e até as terras raras brasileiras estarão no centro da disputa de outubro. E, longe da política, um nome que começava a despertar curiosidade na Suíça por razões esportivas apareceu no noticiário policial brasileiro: Nicolas Bosshardt, lateral suíço-brasileiro do São Paulo e observado pela seleção suíça, está sendo investigado após um acidente que matou um pedestre de 84 anos.
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A deterioração das relações entre Brasil e Argentina ganhou destaque na imprensa suíça depois que Brasília decidiu pedir a saída do embaixador argentino e rebaixar sua própria representação diplomática em Buenos Aires ao nível de encarregado de negócios. O Tribune de GenèveLink externo fala em uma “escalada inédita” entre os dois gigantes sul-americanos e coloca no centro da crise os repetidos ataques do presidente argentino Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão brasileira veio depois de uma sequência de provocações. No fim de julho, Milei havia chamado Lula de “prisioneiro” e “ladrão” durante um ato de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e adversário de Lula nas eleições de outubro. Brasília respondeu convocando o embaixador argentino para transmitir sua “reprovação” e chamando de volta seu próprio representante em Buenos Aires para consultas.
Poderia ter parado por aí. Mas Milei voltou à carga. Em entrevista à televisão argentina no domingo, chamou novamente Lula de “ladrão” e acrescentou “corrupto” à lista de acusações. Foi essa reincidência que levou o governo brasileiro a elevar o tom da resposta.
Segundo o jornal genebrino, o embaixador argentino foi convocado pela chancelaria brasileira e informado de que o Brasil reduziria o nível da representação diplomática bilateral e pediria seu retorno à Argentina. Buenos Aires disse “tomar nota” de uma decisão que classificou como unilateral e acusou o governo brasileiro de se isolar da região “por razões puramente ideológicas”.
A leitura argentina é justamente a de que os ataques de Milei deveriam permanecer no terreno político. O chanceler Pablo Quirno já havia afirmado que, do ponto de vista de Buenos Aires, não existia possibilidade de rompimento das relações diplomáticas. A chancelaria argentina reforçou essa posição ao declarar que o país nunca respondeu a uma divergência política com uma medida institucional.
Mas é justamente essa fronteira entre política partidária e relações de Estado que está cada vez mais difícil de enxergar. O 24 HeuresLink externo lembra que Milei não apenas repetiu as acusações como procurou justificá-las. Questionado sobre sua agressividade em relação ao presidente brasileiro, afirmou que chamar de ladrão alguém que, segundo ele, roubou seria menos grave do que o próprio ato de roubar.
O argumento de Milei se apoia no período em que Lula ficou preso. O presidente brasileiro passou 580 dias na prisão, entre 2018 e 2019, após ser condenado por corrupção. Como recordam tanto o 24 Heures quanto o Tribune de Genève, porém, as condenações foram posteriormente anuladas por questões processuais, e a atuação do então juiz Sergio Moro foi considerada parcial em um dos processos.
A crise se torna ainda mais delicada porque não envolve dois países com relações marginais. O 24 Heures destaca que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, à frente inclusive da China. Os dois países são também os maiores integrantes do Mercosul e têm economias profundamente interligadas.
Há ainda um ingrediente eleitoral que ajuda a explicar o aumento da temperatura. Milei participou diretamente do jogo político brasileiro ao manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Lula, por sua vez, acaba de lançar oficialmente sua campanha à reeleição. Na Argentina, embora a próxima eleição presidencial esteja prevista apenas para outubro de 2027, Milei fala cada vez mais abertamente sobre tentar um segundo mandato.
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FIFA enfrenta ameaça inédita de boicote europeu e Trump amplia guerra comercial
Este conteúdo foi publicado em 31. jul 2026 Da crise entre FIFA e UEFA às tarifas de Trump e ao novo atrito entre Brasil e Argentina, a imprensa suíça acompanhou uma semana de fortes tensões internacionais.
ler mais FIFA enfrenta ameaça inédita de boicote europeu e Trump amplia guerra comercialO Tribune de Genève observa que esse calendário cria um pano de fundo comum para a crise. Milei construiu parte de sua identidade política internacional confrontando governos de esquerda e centro-esquerda, não apenas na América Latina. O próprio argentino se define como um “cruzado das ideias da liberdade”. O problema é que, quando essa cruzada atravessa a fronteira e entra diretamente na campanha eleitoral do principal vizinho, o custo deixa de ser apenas retórico.
A relação pessoal entre Lula e Milei nunca foi boa. Desde a eleição do argentino, os dois presidentes representam projetos políticos praticamente opostos para a América Latina. Até agora, porém, governos e diplomatas ainda conseguiam preservar parte da relação institucional. A decisão brasileira de retirar o embaixador argentino de Brasília e reduzir sua presença em Buenos Aires mostra que esse anteparo diplomático está ficando mais frágil.
E a proximidade das eleições brasileiras tende a dificultar qualquer descompressão. Para Milei, atacar Lula reforça sua aliança ideológica com a direita brasileira. Para Lula, responder ao presidente argentino também permite apresentar a disputa eleitoral como uma defesa da soberania nacional diante de forças externas que apoiam seus adversários. É uma narrativa que aparece igualmente no segundo grande assunto brasileiro desta semana na imprensa suíça.
Fonte: Tribune de GenèveLink externo em 05.08.2026 & 24 HeuresLink externo em 03.08.2026 (francês)
Aos 80 anos, Lula lançou sua sétima campanha presidencial e diz disputar seu quarto e último mandato à frente do Brasil.
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Aos 80 anos, Lula entra em sua sétima e última campanha presidencial
“Em plena forma”. Foi com essa expressão que Lula, aos 80 anos, lançou oficialmente sua candidatura a um quarto mandato presidencial, segundo destaca o Le TempsLink externo. O presidente foi confirmado candidato durante uma convenção do Partido dos Trabalhadores em São Paulo diante de cerca de 3 mil apoiadores.
Será sua sétima campanha presidencial. E, se depender do próprio Lula, a última.
O Le Temps relata que o presidente procurou transformar a idade, inevitavelmente um tema da campanha, em parte de seu discurso político. “Quero lutar contra a velhice”, afirmou, mencionando os exercícios físicos que faz diariamente e dizendo que não pretende “andar arrastando os pés”.
Lula também recorreu ao futebol para falar de longevidade. Lembrou que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo disputaram seis Copas do Mundo e comparou o feito à sua própria trajetória eleitoral: em 2026, disputará pela sétima vez a Presidência da República.
Depois disso, prometeu férias. Segundo o jornal suíço editado em Genebra, Lula disse que, encerrada esta campanha, pretende finalmente sair de cena para “namorar” a primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva, que estava ao seu lado no palco.
O Le Matin Link externotambém dá destaque à idade e ao caráter histórico da candidatura. Lula governou o Brasil entre 2003 e 2010, voltou ao Palácio do Planalto em 2023 e agora busca um quarto mandato, algo inédito em sua trajetória.
Desta vez, o principal adversário apresentado pela imprensa suíça é Flávio Bolsonaro. Aos 45 anos, o senador tenta herdar eleitoralmente o capital político do pai, Jair Bolsonaro. A disputa, portanto, mantém no centro da política brasileira a polarização que marcou as últimas eleições presidenciais.
Mas há um personagem que não estará nas urnas brasileiras e, ainda assim, aparece repetidamente nas reportagens suíças: Donald Trump.
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Trump: Brasil e Suíça já estão na mira
Este conteúdo foi publicado em 24. jul 2026 Trump quer taxar genéricos importados em até 200% para trazer produção aos EUA. A medida pressiona a indústria farmacêutica suíça. Esta e outras notícias na revista de imprensa da semana.
ler mais Trump: Brasil e Suíça já estão na miraO Le Temps afirma que a sombra do presidente americano paira sobre a campanha. Trump é aliado político da família Bolsonaro e tem apoiado candidatos da direita latino-americana. A relação com Washington ganhou ainda mais peso depois das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em julho.
No ano passado, recorda o jornal, o governo americano já havia adotado uma sobretaxa em meio às pressões relacionadas ao processo contra Jair Bolsonaro, medida posteriormente reduzida depois de uma aproximação entre Lula e Trump. Agora, a tensão comercial voltou a alimentar o discurso brasileiro sobre interferência externa.
Lula não citou Trump diretamente durante o lançamento da candidatura, mas o Le Temps observa que as referências à “soberania” e ao “intervencionismo” estrangeiro foram constantes nos discursos da convenção.
Diante de uma grande bandeira brasileira, o presidente chegou a afirmar que o país deveria estar preparado para impedir que alguém o invadisse e defendeu mais investimentos militares. Também lançou um aviso relacionado a uma das riquezas que colocaram o Brasil no centro da disputa econômica entre as grandes potências: as terras raras.
“Nem os chineses, nem os americanos, nem os franceses tocarão em nossas terras raras”, declarou Lula, segundo o jornal suíço.
A frase mostra como a campanha brasileira de 2026 começa a incorporar temas que ultrapassam as tradicionais discussões sobre economia, programas sociais e segurança pública. Minerais críticos, tarifas, soberania econômica e a disputa de influência entre Estados Unidos e China entram diretamente no discurso eleitoral.
Lula chega à campanha com algumas vantagens. O Le Temps destaca o crescimento econômico e níveis recordes de emprego como pontos positivos do atual governo. O presidente também continua associado às políticas sociais implantadas durante seus primeiros mandatos, algo que mantém forte sua identificação com parcelas importantes do eleitorado de baixa renda.
Uma apoiadora entrevistada pela AFP durante a convenção resumiu essa memória política dizendo que as políticas de Lula mudaram a vida de sua família e permitiram que ela tivesse a própria casa.
Mas a fotografia está longe de ser confortável para o presidente.
O custo de vida continua pesando sobre as famílias, os déficits públicos aumentaram e temas como violência e corrupção permanecem entre as principais preocupações da população. O Le Matin acrescenta outro elemento potencialmente incômodo: uma investigação aberta contra um dos filhos de Lula por suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
As pesquisas também mostram uma disputa apertada. Segundo um levantamento do Datafolha citado pelo Le Temps e pelo Le Matin, Lula teria 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro.
Cinco pontos de vantagem não significam tranquilidade em um país que chegou praticamente dividido ao meio na eleição de 2022. A imprensa suíça lembra que Lula venceu Jair Bolsonaro por uma margem mínima há quatro anos e que a polarização continua intensa.
É nesse contexto que os dois principais assuntos brasileiros da semana se encontram. Milei ataca Lula enquanto manifesta apoio a Flávio Bolsonaro. Trump mantém proximidade com a família do ex-presidente e pressiona o Brasil comercialmente. Lula responde colocando soberania e interferência estrangeira no centro de sua campanha.
A eleição brasileira começa, assim, com uma dimensão internacional pouco habitual. A disputa não será apenas sobre o balanço do governo Lula ou sobre a herança política de Bolsonaro. Ela também deverá testar até que ponto os brasileiros aceitarão que alianças ideológicas internacionais participem abertamente do confronto eleitoral doméstico.
Fonte: Le TempsLink externo & Le Matin Link externoem 03.08.2026 (francês)
Promessa suíço-brasileira do futebol é investigada após atropelamento fatalO terceiro assunto desta Revista de Imprensa muda completamente de registro, mas mantém a conexão entre Brasil e Suíça. O BlickLink externo noticia o envolvimento do jogador suíço-brasileiro Nicolas Bosshardt, de 19 anos, em um acidente de trânsito que terminou com a morte de um homem de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo.
O suíço-brasileiro Nicolas Bosshardt, lateral do São Paulo e observado pela seleção suíça, é investigado após um atropelamento que matou um homem de 84 anos.
www.uol.com.br
Bosshardt, lateral-esquerdo do São Paulo, dirigia uma BMW quando atingiu o pedestre na noite de segunda-feira. A vítima morreu posteriormente em consequência dos ferimentos.
Segundo o tabloide de língua alemã, citando informações da imprensa brasileira, o jogador chegou a ser detido depois do acidente, mas foi colocado em liberdade após uma audiência judicial. Ele permanece, porém, sob investigação por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
As circunstâncias exatas do acidente ainda estão sendo apuradas. De acordo com os investigadores, Bosshardt permaneceu no local, prestou os primeiros socorros e chamou o serviço de emergência.
Um dos pontos examinados pela polícia é a possibilidade de o jogador e dois companheiros terem participado de um racha antes do atropelamento. Bosshardt nega a acusação. Segundo sua versão, respeitava o limite de velocidade e ainda tentou desviar do pedestre.
Enquanto a investigação prossegue, sua carteira de motorista foi apreendida. O jogador também deverá comparecer regularmente perante as autoridades e não poderá deixar seu local de residência por mais de oito dias sem comunicar previamente a Justiça. O São Paulo manifestou solidariedade à família da vítima e informou que continuará acompanhando o caso.
O acidente ganhou espaço no Blick não apenas porque envolve um jogador de um dos maiores clubes brasileiros. Bosshardt também possui cidadania suíça e vinha entrando no radar do futebol helvético.
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Demografia
Suíça: um país de dupla nacionalidade?Este conteúdo foi publicado em 25. out 2018 Neste verão, na vitória da partida contra a Sérvia durante a Copa do Mundo, Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, dois jogadores da seleção suíça de futebol, fizeram gestos simbolizando a águia de duas cabeças da bandeira albanesa. Este controverso ato lançou um amplo debate na Suíça sobre a dupla nacionalidade. De fato, a maioria dos…
ler mais Suíça: um país de dupla nacionalidade?Criado no Brasil, o lateral tem passaporte suíço por causa de seus antepassados e já havia sido mencionado publicamente pelo técnico da seleção suíça, Murat Yakin. Em março, questionado sobre o jovem, Yakin confirmou que o jogador estava sendo observado como uma possível opção futura para a seleção.
“Ele é lateral-esquerdo, forte, jovem e joga em uma liga de alto nível”, disse o treinador na ocasião, segundo relembra o Blick. Na Suíça, Bosshardt chegou a ser apresentado como um possível sucessor de Ricardo Rodríguez na lateral esquerda da seleção.
A trajetória internacional do jogador já despertava atenção antes disso. No ano passado, ele passou algumas semanas treinando com o Stuttgart, da Bundesliga, dentro de uma parceria com o São Paulo, e seu nome também chegou a ser associado ao Barcelona.
É justamente essa perspectiva esportiva que torna o caso especialmente relevante para a imprensa suíça. Até agora, Bosshardt era principalmente uma jovem promessa com duas nacionalidades e duas possíveis seleções pela frente. Aos 19 anos, poderia eventualmente ter de escolher entre representar o Brasil ou a Suíça.
Agora, seu futuro imediato depende também do andamento de uma investigação criminal no Brasil.
O Blick evita antecipar conclusões sobre as circunstâncias do atropelamento, que ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades. A suspeita de um possível racha é parte da investigação e é negada pelo jogador. O que já está estabelecido é a dimensão humana do episódio: um homem de 84 anos morreu depois de ser atingido pelo carro conduzido pelo atleta.
Para o futebol suíço, que começava a acompanhar de longe o desenvolvimento de mais um jogador de dupla nacionalidade formado fora do país, o nome Nicolas Bosshardt passa assim, de forma inesperada, das páginas esportivas para o noticiário policial.
Fonte: BlickLink externo em 06.08.2026 (alemão)
>>Outros assuntos noticiados na Suíça:
“É preciso se perguntar como combater um incêndio sem água” Link externo(01/08)
Os filmes e as estrelas imperdíveis do Festival de LocarnoLink externo (05/08)
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Publicaremos nossa próxima revista da imprensa suíça em 14 de agosto. Enquanto isso, tenha um bom fim de semana e boa leitura!
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